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Viaduto começa a ser construído

04/10/2011

Depois de meses de lengalenga, as obras de duplicação da BR-101 no lote 25, entre Capivari de Baixo e Laguna, começam a caminhar com um ritmo mais forte. Amanhã, o trânsito em frente ao trevo de acesso a Capivari começa ser desviado. Na próxima semana, deve iniciar a construção do viaduto onde hoje está localizado o trevo. Ontem, os homens fizeram uma operação tapa-buracos em Capivari. No local, trabalham 14 funcionários da empreiteira Setep, de Criciúma.qw Ainda há mais duas frentes de trabalho. Uma na passagem inferior no Km 37, em Laguna, e outra na Ilhotinha, em Capivari de Baixo. As obras são de responsabilidade do consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco. A Setep entrou como empresa terceirizada. A Polícia Rodoviária Federal pede atenção redobrada aos motoristas que trafegam na BR 101, especialmente no trecho de acesso ao trevo de Capivarí de Baixo. Após seis anos de obras, apenas 35,95% dos trabalhos de duplicação estão prontos no lote 25. Até julho deste ano, o governo federal havia repassado R$ 78.437.616,67 para o consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco. São necessários pelo menos mais R$ 44.299.910,49 para conclusão da obra. No dia 4 de agosto, o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) chegou a dar um sobreaviso rescisório ao consórcio. Inclusive, a documentação para encerrar o contrato foi finalizada pelo Ministério do Transporte, em Brasília. As obras chegaram a ficar paralisadas, mas o consórcio retomou os trabalhos no dia 19 de agosto, com um ritmo bastante lento. O ministério e o consórcio chegaram a um acordo. Caso contrário, seria necessário refazer a licitação e as empreiteiras estariam proibidas de participar de obras públicas. Preços baixos prejudicaram a duplicação Este ano, a Associação dos Engenheiros do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) apontou que os atrasos nas obras da BR-101 estão relacionados à baixa produtividade das empreiteiras. Isto foi provocado pelos baixos preços propostos na concorrência. Na época da licitação, as empresas teriam oferecido descontos médios de 32% sobre os orçamentos das obras. De acordo com a associação, esses descontos, que a princípio pareciam vantajosos, prejudicaram a capitalização de recursos pelas empresas, para o financiamento das obras e contratação da administração, pessoal, máquinas e materiais. Os atrasos nas obras de duplicação BR-101 ocorreriam pela falta de capital de giro

Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM

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