Tubarão
02/05/2011
Em 30 anos, Tubarão será uma cidade de idosos. Com os avanços da medicina, aumentou a expectativa de vida. Mas a taxa de natalidade não acompanhou o crescimento. Esta conclusão, da coordenadora do Censo na região, Mariangela Ribeiro Brelinger, é baseada nos dados do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.
Como os casais têm menos filhos, consequentemente a pirâmide etária mudou o formato. A base está estreita. A faixa mais acentuada é entre 25 e 29 anos. Hoje, a maioria da população é de adultos.
Das 130 pessoas que estão na faixa entre os 90 e 94 anos, 84 são mulheres. Uma é a aposentada Maria Ribeiro Brelinger, 91 anos. Vaidosa e ativa, é exemplo de vitalidade. Até hoje, não deixou de votar uma única vez. “Basta gostar dos candidatos que vou”, gaba-se. Também participa de festas, eventos e sai bastante. Apesar de pequenos problemas, a sua saúde está ótima.
Ela tem sete filhos, 21 netos e 5 bisnetos. Se prestar atenção, nenhum da prole manteve a mesma média de filhos que dona Maria. A urbanização, o ritmo de vida e inserção da mulher no mercado de trabalho derrubaram a taxa de natalidade.
Mas isto não é uma exclusividade de Tubarão. Em todos os municípios da região, o número de crianças tem caído. Em toda a região, 15 pessoas já passaram dos 100 anos. De acordo com Mariangela, Sangão é a cidade com maior número, em termos de proporção, de crianças. Mas isso porque muitas famílias com mais de três migram de outros estados para a região.
Se um município concentra uma grande faixa etária de pessoas em idade produtiva, é porque demonstra crescimento e oferece empregos.
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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