Terceirização vai acabar sem completar dois anos em Santa Catarina
25/07/2011
O governador Raimundo Colombo pretende dar fim ao sistema de terceirização da merenda escolar que, em 40% das escolas, não tem nem um ano. Com a transição já em 2012, Colombo acaba com uma das grandes apostas do governo anterior, de Luiz Henrique da Silveira.
A medida põe fim, também, ao sistema que causou polêmica e gerou suspeitas e protestos das tradicionais merendeiras, contratadas pelas Associações de Pais e Professores (APPs) para atuar nas escolas.
Merendeiras como a Dona Joana *, que passou 40 anos fazendo chá para os alunos que não se sentiam bem e se envolvendo com o cardápio dos estudantes, mas foi remanejada para outra função após a terceirização. Ela diz que a fila da merenda ia longe e que o cardápio anterior era bem mais diversificado e sustentava mais.
— Agora, falta ingrediente, sobra comida e o movimento é bem menor — lamenta a merendeira.
Esse envolvimento das cozinheiras e mesmo da comunidade com a alimentação dos estudantes é uma das principais justificativas para a nova transição proposta pelo governo.
— A mudança é pela vida comunitária, pela questão pedagógica do envolvimento dos professores e da comunidade na produção da merenda — destaca o governador.
A medida, na visão do governo, reduziria em 30% os gastos com a alimentação dos alunos e incentivaria a agricultura familiar e a produção regional de alimentos. Segundo Colombo, no prato dos alunos da Serra, por exemplo, não pode faltar maçã
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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