Sinte contesta informações do piso
25/07/2011
A greve do magistério estadual terminou na segunda-feira, mas o movimento ainda é tema de várias polêmicas. Nesta sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) encaminhou à imprensa duas notas oficiais. Uma contestando um informativo da Assembleia Legislativa e outra de agradecimento à população pelo apoio aos professores.
Sobre a primeira nota oficial, o Sinte afirma que as informações divulgadas pela Alesc sobre o projeto de Lei Complementar 26, que modificou o plano de carreira, estão incorretas. “O Sindicato garante que as informações publicadas sobre os valores e percentuais concedidos aos trabalhadores da Educação da rede pública estadual catarinense não correspondem aos fatos e nem ao que será pago aos trabalhadores da Educação”, afirma o Sinte em nota. No documento, o sindicato garante que irá publicar outra nota com os números que seriam os corretos, assim como um pedido de retificação deve ser enviado para a Alesc. Na nota, o Sinte afirma que a propaganda da Alesc tem “o objetivo de confundir a população e também de dirimir o peso da consciência dos deputados da base aliada do governo do duro golpe contra a educação e trabalhadores catarinenses no dia 13 de julho passado, quando votaram favoravelmente ao Projeto de Lei Complementar 0026/2011, de autoria do Executivo, e que destrói com o plano de cargos e carreira do magistério”.
A segunda nota oficial é uma carta de agradecimento à sociedade. “A sociedade catarinense entendeu a importância do momento e apoiou nossa luta e nossas reivindicações, participando ativamente das discussões sobre a educação pública, a situação das escolas e a aplicação dos recursos do Fundeb na educação”, diz a nota.
Ainda na carta aberta, o sindicato enfatiza a importância do Piso Nacional da Educação e da carreira do magistério. “A educação é nosso trabalho e sabemos que é o melhor legado que podemos oferecer às nossas crianças e jovens para que se tornem cidadãos e cidadãs responsáveis, com reais perspectivas de crescimento pessoal, capazes de assumir seu papel como cidadãos e cidadãs e seu espaço na sociedade”, afirmam.
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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