Pastor preso por suposta fraude teria pago fiança com cheque sem fundo
16/08/2011
A Justiça Federal deu, na segunda-feira, ao pastor Wladimir Furtado, dono da entidade Conectur — investigada por fraudes no Ministério do Turismo, um prazo até a próxima sexta-feira para conseguir pagar a fiança de R$ 109 mil estipulada para ele deixar a prisão na madrugada do último sábado.
Para sair, Furtado deixou um cheque, mas não conseguiu compensá-lo até a tarde de ontem. Ele chegou a fazer um apelo na televisão e na rádio para que os fiéis de sua igreja o ajudassem a arrecadar o dinheiro. No fim da tarde, sem sucesso, Furtado se apresentou à Justiça Federal em Macapá.
Seu advogado, Maurício Pereira, tentou pedir uma alternativa, como proibir que o cliente feche novos contratos com o governo. Não foi aceito. Um novo prazo foi dado até sexta-feira. Caso contrário, ele voltará para a Penitenciária de Macapá.
— Realmente não tem como pagar essa fiança, porque ele não tomou posse de nenhum valor indevido. Se tivesse tomado, teria condições de garantir sua liberdade — disse o advogado.
A edição de segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo publicou entrevista exclusiva de Furtado, gravada na presença de seu advogado, em que ele revela que recebeu uma proposta da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) para ser "laranja" num convênio de R$ 2,5 milhões com o governo federal.
— A deputada queria pegar a Conectur para servir de laranja. Ela gostaria que a Conectur entrasse só com o nome. Ela queria fazer o serviço do jeito dela, que ela tomasse conta, deixasse contador, advogados e técnicos por conta dela — disse Furtado
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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