O relatório da reforma política
27/06/2011
O relatório do deputao Henrique Fontana sobre a reforma política impõe regras mais rigorosas sobre fidelidade partidária. O objetivo é acabar com este carnaval de mudança de partido sem justificativa ou com objetivo financeiro ou fisiológico. A troca de sigla seria punida com cassação do mandato parlamentar.
Vai ser sugerido também o fim da coligação nas eleições proporcionais. A idéia é fortalecer os partidos políticos e proibir as alianças espúrias que oxigenam a comercialização das siglas para garantia de espaços na propaganda eleitoral e outras manobras ilícitas nos bastidores.
O financiamento público de campanha vai também constar como um dos principais alicerças da reforma política. Poderá aumentar os gastos dos candidatos e partidos, somando recursos públicos com doações privadas até pelo caixa 2? Fontana está convencido que não. Quer neutralizar os efeitos do poder econômico. “Hoje quem tem mais dinheiro tem mais chance de se eleger”. Diz que a fiscalização será mais facilitada porque haverá mais transparência. Por sua proposta, os partidos só poderão gastar o que for transferido pelo poder público. E que haverá drástica redução nas despesas. De acordo com a Justiça Eleitoral, no ano passado o país gastou 13 bilhões e 800 milhões de reais na campanha eleitoral. Isto de valor declarado, porque as despesas reais são mais do que o dobro.
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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