Montadoras tentam escapar da alta do IPI
03/11/2011
Até a semana passada, seis montadoras haviam apresentado ao governo planos para se instalar no Brasil e atingir gradualmente o índice de nacionalização de 65%. Dessa forma, elas pretendem escapar do aumento de 30 pontos porcentuais do IPI sobre modelos importados, que começará a ser cobrado em dezembro.
Para não pagar mais IPI, as montadoras também precisam realizar no Brasil seis entre 11 etapas de produção e investir pelo menos 0,5% de suas receitas brutas em pesquisa e desenvolvimento.
As propostas variam, mas todas começam com índices de nacionalização baixos, na casa dos 10%, e vão aumentando a quantidade de componentes nacionais ao longo do tempo. A mais ousada se compromete a chegar aos 65% em três anos.
Ela aposta que, se não conseguir, o governo pode cobrar retroativamente o IPI mais elevado sobre suas importações.
Outros planos preveem atingir o índice em cinco anos. Todas sustentam que é impossível começar a produzir no País com um nível de componentes nacionais já tão elevado.
O governo ainda não decidiu como será o regime alternativo para as novas montadoras. Não há acordo sequer sobre se esse regime será mesmo criado. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, tem afirmado que sim. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que essa é apenas uma possibilidade.
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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