Ministério Público de SC instaura inquérito civil para investigar o rombo na Celesc
06/09/2011
A promotoria da Moralidade Administrativa do Ministério Público do Estado (MPE) de Santa Catarina instaurou na segunda-feira inquérito civil para investigar o rombo na Celesc, denunciado em reportagem do Diário Catarinense publicada no domingo.
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O MPE vai pedir à estatal os documentos relativos aos contratos com a Monreal, empresa de cobrança de faturas inadimplentes, para a qual a Celesc teria pago R$ 51,7 milhões, entre maio de 2006 a dezembro de 2009, sem comprovação da equivalente prestação de serviços.
No ano passado, quando o DC também divulgou denúncia sobre o pagamento de R$ 12 milhões da Celesc à Monreal, o MPE solicitou ao Tribunal de Contas do Estado (TCU) para que avaliasse possíveis irregularidades, numa representação feita dia 30 de abril de 2010. Segundo o diretor de Controle da Administração Estadual, Névelis Scheffer Simão, o processo ainda tramita no Ministério Público junto ao TCE (MPTC).
— O TCE tinha programado uma auditoria nas contas a receber da Celesc para o próximo dia 3 de outubro. Mas como foi necessário solicitar outras duas auditorias, na Casan e na SCGás, em julho o tribunal decidiu reprogramar a auditoria nas contas da Celesc para fevereiro de 2012. Se o TCE verificar que houve prejuízo ou rombo, é apurado de quem é a responsabilidade. No caso, o gestor da época. Se a empresa tem ciência do que acontece lá dentro, ela pode pedir uma tomada de contas especial, que, uma vez aberta, obrigatoriamente é julgada pelo plenário do TCE — explica Simão
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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