Governo vai reduzir a mistura de álcool na gasolina de 25% para 20%
30/08/2011
O governo decidiu que vai reduzir a mistura de álcool na gasolina de 25% para 20%. Essa decisão foi tomada no início da noite desta segunda-feira (29) numa reunião no Palácio do Planalto entre a presidente Dilma Rousseff; o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro; e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
De acordo com Lobão, a medida entra em vigor no dia 1º de outubro e vai valer por tempo indeterminado. "Vamos modificar a resolução no momento em que acharmos que temos segurança", disse o ministro.
Lobão afirmou que esta é mais uma "medida de precaução" do governo contra o risco de desabastecimento de etanol no mercado brasileiro e o aumento do preço do produto para o consumidor. A oferta do combustível não vem acompanhando a demanda nos postos.
Devido à mistura, o aumento do preço do etanol também estava impactando no preço da gasolina. A decisão desta segunda-feira, porém, deve levar o Brasil a importar mais gasolina, pois as refinarias do país já produzem no limite da capacidade.
"Temos que garantir o abastecimento [de etanol] olhando para este ano e para o próximo também. Porque verificamos que a safra do próximo ano também não será muito melhor que a atual. Então, temos que tomar providências desde logo, para garantir o presente e o futuro", declarou ele.
Dilma
Em reunião do Conselho Político, convocada para anunciar novo ajuste fiscal e pedir a aliados que barrem projetos com potencial para aumentar gastos, a presidente Dilma Rousseff condicionou a votação da Emenda 29 - que define gastos da União, Estados e municípios com a saúde - a uma fonte de receitas. A votação da proposta foi marcada para 28 de setembro pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), em acordo com líderes partidários, sem apoio do governo.
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Apesar dos apelos do Planalto, há uma crescente pressão dos deputados para a votação do projeto no dia marcado por Maia. Nesta terça-feira, 30, os líderes reúnem-se para tentar encontrar uma fonte de financiamento. Levantamento feito pelo Estado mostra que 14 dos 17 governadores consultados são favoráveis à regulamentação da emenda.
Embora Dilma não tenha falado em ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), todos os participantes da reunião do Conselho Político entenderam que recursos para o setor só serão possíveis com um novo tributo. O governo não quer ser o autor de uma proposta de aumento de impostos e, por isso, transfere o debate ao Congresso e aos governadores. Durante a campanha eleitoral, Dilma defendeu a regulamentação da Emenda 29.
Governadores que já pregaram a volta da CPMF, como o mineiro Antonio Anastasia, foram criticados por seus correligionários. Agora, o Planalto repassou ao presidente da Câmara a missão de reunir governadores e prefeitos, na tentativa de encontrar uma solução para o problema
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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