Governo e Sinte se reúnem para tentar pôr fim à greve dos professores nesta quarta-feira
08/06/2011
Nesta quarta-feira, representantes do governo e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) se reúnem para tentar um novo acordo para pôr fim à greve do magistério que chega ao 22º dia. A nova proposta salarial será encaminhada para votação em assembleia estadual em Florianópolis. Não haverá mais encontro com o governador Raimundo Colombo.
A decisão foi tomada na terça-feira após as assembleias regionais dos professores. Preocupado com a situação, o governador entendeu que ainda não era o momento para o encontro, e que deveria haver uma nova conversa, marcada para esta quarta às 10h, na sede da Secretaria de Educação.
Os professores reafirmaram que não abrem mão dos valores atuais da regência de classe — um percentual sobre o salário-base. Ela vale 40% para os professores de 1º ao 5º ano do ensino fundamental e de 25% para os de 6º ao 9º e os de ensino médio. Para cumprir o piso de R$ 1.187 no salário-base e dar reajuste salarial para todos os 66 mil professores, o governo propôs, na última segunda-feira, que os valores passassem a ser de 25% para os docentes que ganhavam 40% e de 17% para quem tinha 25%.
Apesar de o governo ter se comprometido a formar grupos de estudos para discutir uma nova tabela salarial em 120 dias, os docentes querem ainda uma proposta mostrando como será repassado o reajuste do primeiro nível, de cerca de 94%, para todos os outros patamares.
— Os professores querem saber em quanto tempo isso será feito e em quantas parcelas o aumento será repassado — explicou a coordenadora estadual do Sinte, Alvete Bedin.
A nova tabela apresentada representa um gasto a mais de R$ 22 milhões por mês, o que ultrapassa o limite de R$ 20 milhões, estabelecido pelo governo. O secretário-adjunto da Educação, Eduardo Deschamps, afirmou que foi feito o possível.
— Todos os nossos limites financeiros foram extrapolados. Na quarta iremos sentar com os professores para ver se há ainda mais alguma coisa para ser feita. Não queremos é chegar num impasse — informou
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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