Florianópolis recebe visita de médicos espanhóis para aperfeiçoamento das equipes de saúde da família
19/04/2011
Florianópolis recebe hoje dois especialistas em Atenção Primária à Saúde (APS), os médicos espanhóis, Dr. Juan Gérvas e Dra. Mercedes Péres Fernández. Ambos visitarão unidades de saúde da região e, na quarta-feira (20/04), realizam o debate “Perspectivas para a Medicina de Família e Atenção Primária no Brasil e na Espanha”, às 17h30, no auditório do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina.
De acordo com a presidente da Associação Catarinense de Medicina de Família e Comunidade (ACMFC), Dra. Marcela Dohms, esta é uma atividade muito importante no processo de fortalecimento e qualificação do programa de Saúde da Família na Atenção Primária de Santa Catarina. “Para que haja excelência no serviço é necessário qualificação e comprometimento do profissional que atua na Atenção Primária e fortalecimento da gestão, o que evitaria negligências no atendimento e fraudes no sistema”, relata.
As visitas fazem parte de um projeto idealizado pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) com o intuito de promover aperfeiçoamento do atendimento nas unidades básicas e intercâmbio clínico-científico entre os especialistas espanhóis e brasileiros das cinco regiões do País. Após Florianópolis, receberão consultoria unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Goiânia, Manaus, Belém e capitais do Nordeste.
Segundo o presidente da Sociedade, Dr. Gustavo Gusso, é fundamental que o principal acesso da população seja feito por uma equipe com um médico generalista qualificado nela. “No Brasil este profissional se chama médico de familia que é uma especialidade reconhecida pela Associação Médica Brasileira. O acompanhamento ao longo do tempo fortalece o vínculo da equipe com a população. Porém, é preciso dar condições para trabalharmos e o governo não tem feito a sua parte”, relata
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou por meio de ofício que a ESF era reconhecida como peça-chave do Sistema Único de Saúde (SUS), em especial na luta pela redução da mortalidade infantil no Brasil. Hoje, nas 31.500 equipes de ESF do país responsáveis pelo atendimento de 99% dos municípios brasileiros, há apenas 1.500 médicos especializados em Medicina de Família e Comunidade atuantes. Os números reforçam a necessidade de investir na formação de mais especialistas para suprir a demanda nacional.
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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