Falta cimento em Santa Catarina e não há previsão para que o abastecimento aumente
28/04/2011
Está faltando cimento no mercado catarinense. E o que é pior: pelo menos por enquanto, o problema não tem prazo para acabar. Os motivos para o desabastecimento são vários.
A construção civil catarinense vive um momento de forte expansão. O setor cresceu 15% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, seis pontos percentuais acima da média nacional.
As maiores lojas do ramo no Estado comprovam que a demanda pela matéria-prima é alta. Para complicar, uma queda de barreiras na BR-376, no Paraná, comprometeu a distribuição de cimento em toda a região Sul.
O resultado é que a oferta de cimento está 30 mil toneladas mensais aquém do necessário. Isso representa 12,6% do que normalmente é consumido no Estado, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon).
O impacto tem sido maior para as lojas de materiais de construção do que para as construtoras. Nas Casas da Água, que têm 16 lojas no Estado, as vendas do cimento estão sendo racionadas.
Antônio Paulo Silva, gerente comercial da empresa, afirma que a rede está deixando de vender em torno de de mil sacos ao dia (50 toneladas), a metade do que comercializa normalmente.
O problema não é exclusividade de Santa Catarina. Dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) apontam que o consumo de cimento no país foi de 59,9 milhões de toneladas, enquanto a produção nacional não passou de 59 milhões de toneladas.
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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