Etanol pode faltar no mercado
08/06/2011
O etanol poderá faltar no mercado a partir de outubro. E quem tem carro movido a este tipo de combustível já pode preparar o bolso. A tendência é de que aumente alguns centavos nos próximos 30 dias.
A procura por etanol nos postos de combustíveis caiu bastante há alguns meses. De acordo com o gerente de pista do Posto Michels, Remiston Rodrigues, 34 anos, o consumo representa 3% a 4%. “Quem abastece é porque tem carro mais velho, movido só com etanol”, explica. Enquanto isso, o consumo do GNV tem crescido, cerca de 30% desde abril.
Nas últimas semanas, o preço do etanol e da gasolina reduziu até se estabilizar. Isto porque há uma oferta grande de etanol no mercado, por causa do período da safra da cana-de-açúcar, que iniciou em maio. Este mês é o ápice. Quem pesquisar pode encontrar o combustível com o preço vantajoso. “Em alguns postos, o etanol pode sair mais em conta que a gasolina”, relata o delegado do Sindicato de Revendedores Varejistas de Combustíveis (Sindicomb) na região, Valdo Viana Filho.
Mas o quadro muda de figura em julho. Como a demanda aumenta e o período da safra está no fim, é preciso desembolsar alguns centavinhos a mais, pode chegar a R$ 0,06. Alguns distribuidores já compraram o etanol com valor mais caro. E em outubro já começa o período de entressafra. Para piorar a situação, os produtores devem plantar menos.
Entressafra e redução das plantações afetam a produção de etanol
Os problemas de abastecimento de etanol no país podem repetir-se a partir de outubro. Isto é por causa do período da entressafra da cana-de-açúcar, que geralmente ocorre nos primeiros meses do ano. O ministro de minas e energia, Edison Lobão, não descarta a possibilidade de reduzir a mistura de etanol na gasolina, de 25% para até 20%.
Ele também afirma que está em negociações com empresários do setor sucroalcooleiro para projetar o abastecimento para 2010. Este ano, o preço atrativo do açúcar no mercado exterior desestimulou a produção de álcool.
Outro problema enfrentado é a idade média dos canaviais, que aumentou, e houve perda de produtividade. Faltam investimentos no setor. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que a instituição emprestará até R$ 35 bilhões a empresas do setor sucroalcooleiro nos próximos quatro anos
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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