Escolas do Estado têm que melhorar muito
04/04/2011
Um estudo inédito no Brasil, realizado em Santa Catarina por uma organização internacional, apontou as principais deficiências do ensino no Estado. Os problemas estão por todos os lados: alunos mal avaliados, professores trabalhando muito e ganhando pouco, infraestrutura precária na bibliotecas e falta de acessibilidade para alunos portadores de deficiência. O levantamento custou 135 mil euros (R$ 317,2 mil) aos cofres do governo do Estado, que admite: não há prazo para que as melhorias sejam feitas.
Os 10 especialistas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) visitaram escolas, universidades e ONGs. Conversaram com professores, diretores, alunos e especialistas. Ficaram um ano debruçados sobre os dados. O resultado foi um relatório de 373 páginas, centenas de recomendações.
Mas a sociedade verá algum retorno deste investimento? O diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação (SED), Eduardo Deschamps, garante que sim, apesar de não dar prazos. Algumas devem aparecer nos próximos anos, outras demoram mais.
– As questões de infraestrutura são mais simples de serem resolvidas. Já as que pedem mudança na lei e as qualitativas, que resultam nas melhorias de índices, levam mais tempo.
Ele conta que o relatório já está orientando o planejamento de ações da secretaria. Além disso, será criado o Plano Estadual de Educação.
O ex-diretor da Educação Básica da SED, que acompanhou os especialistas, Antônio Pazeto, diz que as mudanças profundas podem ser feitas desde que haja coragem.
– As mudanças pedem uma ruptura. Por muitos anos, só se fez uma reforma, mas era preciso mudar.
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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