Crise chega à Itália e derruba bolsas
12/07/2011
As bolsas de valores da União Europeia e no mundo viveram ontem mais um dia turbulento por causa da crise das dívidas soberanas, que ameaça fugir do controle de Bruxelas. Depois da Grécia, da Irlanda e de Portugal, a Itália foi a causa do pânico dos investidores, que especularam sobre a estabilidade do governo de Silvio Berlusconi após um novo escândalo de corrupção, agora envolvendo o ministro da Economia, Giulio Tremonti.
O resultado da crise política italiana foram bolsas de valores no vermelho em todo o continente, com reflexos em todo o mundo. Em Milão, novo epicentro da turbulência, o índice MIB caiu 3,96%. As perdas se irradiaram por toda a UE. Em Lisboa, o índice PSI 20 despencou 4,28%, embalado pelas dúvidas sobre a capacidade de Portugal de honrar os vencimentos de sua dívida.
Em Madri o Ibex 35 também caiu, perdendo 2,69%. Em Londres, Paris e Frankfurt, o resultado foi semelhante: 1,03%, 2,33% e 2,71%, respectivamente. Em Nova York, queda de 1,2% no índice Dow Jones e de 2% na Nasdaq. Em Buenos Aires, recuo de 2,14% no Merval. Em Tóquio, o índice Nikkei abriu com queda de 1,02%.
Em todas as bolsas, o impacto mais forte ocorreu sobre as ações de empresas do sistema financeiro. O UniCredit, maior banco da Itália, perdeu 7,85% ontem, pouco mais do que o Banco Popolare e do que o Intesa Sanpaolo, cujas quedas foram de 6,46% e 4,56%. A onda de especulações sobre a Itália também prejudicou o desempenho de instituições bancárias de países vizinhos. Na França, o BNP Paribas perdia 3,92% no fim da tarde, mesma tendência de Société Générale e Crédit Agricole, cujas ações caíam 3,88% e 3,05%.
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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