Cerca de 57% das assembleias regionais de professores votam pelo fim da greve
07/07/2011
Das 30 assembleias regionais de professores para analisar a última proposta do governo e decidir pelo fim ou pela continuidade da greve, 17, ou cerca de 57% delas, votaram pelo fim. Duas não definiram.
As assembleias regionais que decidiram pela continuidade da greve são Florianópolis, São José, Tubarão, Criciúma, Joinville, Mafra, Itajaí, Araranguá, Laguna, Ibirama e Videira.
Cada cidade-sede das regionais responde também pelos municípios vizinhos. As assembleias regionais de segunda e terça-feira servem apenas como parâmetro para a decisão final, soberana para todo o Estado, que ficou marcada para esta quarta-feira, 6 de julho, em assembleia estadual na passarela Nego Quirido, a partir das 14h.
Caso os professores votem pela suspensão da greve na quarta-feira, as regionais tem autonomia no calendário e podem voltar às aulas já no dia seguinte, quinta-feira.
Balanço da greve em Santa Catarina
Número de escolas estaduais: 1,3 mil
Professores: 27 mil
Grevistas: Segundo o Sinte, 60% dos profissionais estavam parados até o último levantamento da entidade, feito no início da semana passada.
Já segundo a Secretaria de Estado da Educação, conforme o seu último levantamento, feito nesta terça-feira com 893 das 1,3 mil escolas, 38% de 24.279 professores continuavam parados.
Se a voz da maioria for ouvida na assembleia geral do professores, hoje, na capital, é bem possível que a greve da categoria chegue ao fim nesta tarde. O encontro será às 14 horas, na passarela do samba Nego Quirido. A tendência é que o movimento dissolva-se.
Mas greve é como futebol: uma caixinha de surpresa. A especulação é baseada nos encontros regionais, ocorridos segunda-feira e ontem. Das 30 bases, 17 votaram pela volta às salas de aula.
Onze regionais querem a continuidade do movimento e duas não chegaram a um consenso. Aguardam a definição de hoje para se posicionarem.
Seja como for, o governo do estado está literalmente desesperado para que os educadores retomem as suas atividades. Até porque uma ação no Ministério Público foi proposta ontem (leia mais na matéria abaixo). A greve completa 50 dias hoje e já é uma das maiores dos últimos 20 anos.
Conforme a coordenadora estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), professora Alvete Pasin Bedin, as partes avançaram na proposta. “Tivemos o reconhecimento do direito de receber o piso nacional (de R$ 1.187,97). A divergência sempre foi a aplicabilidade na carreira”, considera Alvete.
A proposta válida neste momento é o pagamento das gratificações em duas vezes (agosto deste ano e janeiro de 2012). Quem recebe 40% passará para 30% e quem ganha 25% ficará com 20% no próximo mês. As aulas excedentes passarão a 3,6%. Em janeiro de 2012, todas as gratificações voltam a ser recompostas.
“A categoria demonstrou estar consciente, organizada. Ganhamos, na justiça, o direito de receber o piso de R$ 1.187,97 e o governo não pode contrariar a lei”, avaliou a coordenadora.
Fonte: Central de Jornalismo Stylo FM
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