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Blog do Fernando

Meu filho e as manhãs

Sábado, 09/08/2008

 

        Hoje pela manhã, como de costume, antes de sair para trabalhar, visitei o quarto de meu filho.

        Considero uma espécie de ritual sagrado de todas as manhãs: chegar bem perto de seu berço, ajeitar sua coberta com cuidado, aninhá-lo com carinho para que não se descubra.

        Passo então minhas mãos, algumas vezes, sobre seus cabelos macios, e digo em pensamento: “Como eu te amo!”

        Ele normalmente se move com suavidade, como se reagisse de alguma forma ao estímulo externo durante o sono.

        Continua ali, em silêncio, em paz, preparando seu corpinho e sua alma para mais um dia de descobertas felizes.

        Despeço-me, procurando não fazer ruídos, e saio porta afora com a alma leve, pronto para enfrentar mais um dia no mundo.

        Da próxima vez que o vir, mais tarde, ele já estará desperto, correndo pela casa, brincando com seus carrinhos, e irá me conceder mais uma alegria: a de receber seu sorriso, que sem dizer nada, diz tudo.

        Por mais que alguns dias sejam difíceis, por mais que as batalhas sejam ferrenhas e desgastantes, tudo se acalma, tudo se conforta naquele sorriso.

        Os sorrisos de criança têm um poder quase mágico, e os de nossos filhos mais ainda.

        Eles parecem querer nos fazer perceber que, por mais que a vida seja tormentosa, cheia de pequenos e grandes espinhos que provocam dor, muita alegria ainda existe.

        Por mais que neste exato instante existam “n” pessoas desejando não mais viver, se enfraquecendo nas lutas, desejando desistir, existem outras tantas almas agradecendo pela vida, num júbilo contagiante.

        E tenho certeza de que “ser pai” é mais um desses motivos de alegria plena, de gratidão a Deus, e mais uma das muitas razões que temos para continuar sempre, sem desistir.

        Meu filho e as manhãs me ensinam sempre esta lição preciosa, a da renovação, do renascimento da água e do Espírito.

                                                        * * *

        Muitos pais se queixam de não terem visto seus filhos crescerem.

        Passa tão rápido! Não me lembro mais! – são expressões que ouvimos com freqüência.

        Será que estamos atentos aos nossos filhos como deveríamos estar? Será que passa tão rápido assim, a ponto de guardarmos tão poucas lembranças?

        Ou há alguma coisa errada com o tempo, ou há alguma coisa errada conosco.

        Seria tão bom poder ouvir de um pai, de uma mãe: Lembro-me de cada nova conquista, de cada dia da infância, de cada nova palavra...

        Seria tão bom poder ouvir: Curti cada dia ao seu lado, meu filho, quando você era pequenino, como se fosse o último. Não perdi oportunidade alguma junto a você.

        Aproveitemos o tempo junto a eles, em qualquer idade, em qualquer condição de vida.

        Curtamos a existência ao seu lado, anotando no coração cada beleza, cada nova descoberta, tirando fotografias com a alma – registrando no íntimo do ser cada sorriso em seu rosto.

 
Redação do Momento Espírita.
Em 08.08.2008. 

Por: Fernando - Comente

Cracolândia?

Quinta-feira, 17/07/2008

Cracolândia?

 

 

As cenas de uma equipe de TV (Barriga Verde/SC), de jovens flagrados usando crack na comunidade do Travessão em Braço do Norte, sem pudor e sem medo de serem descobertos denota a facilidade de infiltração desta droga química ao alcance dos jovens, mas mais do que isso, a logística operacional de um submundo marginal que avança velozmente em nosso meio, comprometendo, assustando, intimidando, expulsando, assassinando e instituindo suas próprias leis.

 

Não basta assistirmos e comentarmos alheios a realidade, as ações e barbáries cometidas pelos traficantes – estas cenas já não fazem mais parte de um mundo distante do nosso, elas estão a nossa volta, já contaminaram mesmo o mais longínquo recanto... Também não nos basta cruzarmos os braços e esperarmos que as autoridades (algumas até comprometidas com este submundo) modifiquem este quadro. Precisamos agir; fazer diferente – denunciar; não nos acovardarmos diante de ameaças ou da triste constatação de que alguns de nossos seres mais próximos possam ter sido contaminados pelo vício...

 

É triste ver a degradação do ser humano diante de uma dependência egoísta às drogas, e capaz de tudo para satisfazer momentaneamente o seu vício, não se importando mesmo se preciso - roubar, mentir, iludir, assaltar, ou pior ainda, matar, tirar a vida de seu semelhante. Aliás, a vida dos outros (mesmo parentes), nada vale para um viciado, a não ser o seu “ilusório” prazer...

 

Assim, para frear a ação desumana deste submundo, preciso é que tenhamos coragem de denunciar, de lutar contra o crescimento deste aparato que se estruturou de tal forma em suas operações que podem faltar alimentos essenciais a nossa mesa; porém a droga chega sempre de forma rápida e eficaz. Talvez por isso tenham tantos clientes-usuários adeptos, satisfeitos com o serviço prestado. Que lição tiramos desta prática?

 

Até quando vamos assistir calados à expansão, crescimento e instituição deste submundo de desgraça, dor e repulsa em nosso meio?

 

 

Fernando Ferreira

Jornalismo – Stylo Fm

Por: Fernando Ferreira - Comente

Lei Seca?

Terça-feira, 15/07/2008

Lei Seca?

 

Lei Seca? Que Lei Seca?  - pergunta com reflexão o meteriologista Ronaldo Coutinho da “Climaterra” em Santa Catarina; afinal, Lei Seca é uma denominação popular da proibição oficial do período em que o fabrico, varejo, transporte, importação ou exportação de bebidas alcoólicas se torna proibido ou ilegal.

 

A definição se tornou famosa após a proibição ter sido adotada nos Estados Unidos em 16 de janeiro de 1919, quando foi ratificada a 18ª Emenda à Constituição do país, entrando em vigor um ano depois, em 16 de janeiro de 1920. Seu cumprimento foi amplamente burlado pelo contrabando e fabrico clandestino. A Lei Seca foi abolida em 5 de dezembro de 1933, tendo assim durado 13 anos, 11 meses e 24 dias.

 

No Brasil não existe a Lei Seca, mas um dispositivo legal que vigora durante a época das eleições. O período de proibição varia de acordo com a legislação de cada estado.

 

O expediente é usado também por muitas cidades numa tentativa de conter os índices de violência. Geralmente em dias úteis da semana, no período da madrugada, os bares são proibidos de funcionar e comercializar bebidas alcóolicas.

 

Em 20 de junho de 2008 foi aprovada a Lei 11.705, modificando o Código de Trânsito Brasileiro. Apelidada de "lei seca", que proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebida alcóolica por condutores de veículos.  Ficando o condutor transgressor sujeito a pena de multa, a suspenção da carteira de habilitação por 12 meses e até a pena de detenção, dependendo da concentração de álcool por litro de sangue.

 

Desta forma, a lei propagada nos meios de comunicação e já assimilada pela população como “Lei Seca”, no caso específico para condutores de veículos poderia ser chamada de “Lei Alcoólica do Trânsito”, “Lei de Abstinência no Trânsito” ou qualquer coisa parecida; para não ser confundida com a Lei Seca original, que esta sim, estaria restringindo o consumo e comercialização de bebidas alcoólicas como um todo, o que não é o caso da Lei 11.705/2008.

 

 

Fernando Ferreira

Jornalismo – Stylo FM

Por: Fernando Ferreira - (1) comentário

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