Do ínicio ao auge da fama, do Brasil ao exterior. Agora você vai saber tudo sobre a vida e carreira de ídolos da música e artistas famosos.
13/08/2007
Desde seu nascimento, em 03 de outubro de 1965, Adriana Calcanhotto ouviu música de qualidade. Seu pai era baterista de uma banda de jazz e bossa nova e sua mãe bailarina. O repertório de músicas ouvidas em sua infância era banhado de Astor Piazzola a Milles Davis e João Gilberto. Ao iniciar seus estudos de música em 1977, teve como influência de seu professor os músicos Tom Jobim e João Donato. Além da música, Adriana é uma assídua leitora de publicações sobre Modernismo no Brasil e, em algumas fases da sua vida, chegou a largar a música para atuar como ‘performer’ em peças teatrais e se dedicar à composição.
Foi em Porto Alegre, no ano de 1984, que Adriana Calcanhotto iniciou sua carreira profissional de cantora, onde tocava e cantava em casas noturnas e bares da cidade. Seu show de estréia teve o nome de “Crepom” e direção de Luciano Alabarse. Sempre eclética, a cantora estreou em 1987 o show “Nunca Fui Santa”, com composições próprias e músicas de carnaval.
Participou, em Porto Alegre e em São Paulo, de espetáculos em homenagem a Elis Regina e, em 1988, estreou o show “Batom”, que na época teve recorde de público. A partir daí, Adriana ganhou projeção nacional, após fazer sucesso com o espetáculo dos melhores momentos de todos os shows já apresentados. Depois do sucesso, a cantora assinou com a CBS e gravou o seu primeiro disco chamado “Enguiço”, que renderia o prêmio de “Revelação Feminina”, no 4º Prêmio Sharp de Música e controvérsias entre os críticos da época, que dividiram suas opiniões sobre seu verdadeiro talento.
Em 1992, Adriana Calcanhotto lançou o 2º disco intitulado “Senhas”. A música “Mentiras” entrou na trilha sonora da novela Renascer, da TV Globo e estourou em todas as rádios do país. Esse CD abriu as portas para que Adriana fizesse shows em grandes casas de espetáculos, como o Canecão no Rio de Janeiro e rendeu, ainda, o primeiro disco de ouro da intérprete.
Com 10 anos de carreira, a cantora lançou o terceiro disco, o eclético “A Fábrica do Poema”, que em 1994 foi considerado o “disco do ano” pelos críticos de música do Rio de Janeiro e que contava com parceiros como Waly Salomão e Arnaldo Antunes, além dos indispensáveis hits, como a música “Metade”. Quatro anos mais tarde surge “Marítimo”, CD com as participações especialíssimas de Hermeto Pascoal, Dorival Caymmi, Pedro Luis e a Parede e Waly Salomão.
Em 2000, o CD “Público”, desta vez pela gravadora BMG, foi gravado ao vivo, com quatro músicas trabalhadas em estúdio. O DVD veio para coroar e mostrar o encontro de Adriana com seu “público”.
A cantora participou da produção de “Cantada” em 2002, disco que também teve participações especiais como Los Hermanos e Moreno Veloso, entre outros. Um álbum com intenção de ser simples e que termina em ousadia, como sua criadora.
2004 marcou a carreira de Adriana Calcanhotto com inovação. Foi o ano de lançamento do CD “Adriana Partimpim” em que a cantora usou um pseudônimo, utilizado também para o título do disco, feito para crianças, ou como Adriana prefere chamar, “disco de classificação livre”. Este é o sétimo álbum da carreira e um projeto audacioso iniciado em 1999.
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